Não acene para um míope!

Cometi esse erro mais de uma vez. Vi a pessoa na rua, ela estava com o rosto virado na minha direção e, diante disso, achei que ficaria chato passar pelo campo de visão dela sem demonstrar que a havia notado (sou educada). Assim, tapadamente, levantei o braço num ato de simpatia e, não bastasse isso, girei as mãos pra lá e pra cá com vontade!

Pobre coitada de mim. A criatura continuou como estava, não sorriu, sequer fez uma careta…

oculos engraçado

O que fazer numa situação dessas? Se você tem alguma ideia boa, por favor, deixe registrado nos comentários abaixo!

Infelizmente eu não soube o que fazer, fiquei intensamente, magistralmente, totalmente meio sem graça. O “vácuo” foi a nível espacial, me senti quase que na lua mesmo, dada a dimensão do constrangimento.

Minha gente, sabemos que não há como remediar tal situação. Se isso acontecer algum dia com você, em hipótese alguma tente gritar o nome da pessoa, rodopiar ou se fazer notar de outro modo – vai ficar chato se o indivíduo ainda assim não te notar. Miopia funciona do seguinte modo: não se enxerga!

O que melhor se faz é sair correndo imediatamente do local dos fatos. Foi o que fiz.

É isso aí, aqui vai o conselho do dia: sinta-se “antipático”, mas não acene para um míope.

Por fim, cabe destacar que a coisa funciona do mesmo jeito para as pessoas que apresentam o “olhar fixo”. Sim, sabe aqueles sujeitos que fitam um ponto qualquer do horizonte e por lá ficam? Exatamente. Estes também não notarão seu aceno constrangedor.

Um abraço da míope que vos escreve!

Ps.: dedico este texto à caríssima leitora Thaysa, fonte de ânimo e inspiração 😉

A Rotina EXATA de um Fórum de Justiça

direito humor

Fórum. Meio dia. Estagiários de mochila e calça jeans passam apressados pelo detector de metais. O vigilante aperta o botãozinho para desabilitar o bloqueio da porta para não haver incômodo para os servidores que entram com celular, chaves, revólveres e armas brancas. Opa, deixou um cidadão passar. Faz ele voltar e passar pelo detector novamente. A porta apita e, com uma voz feminina, diz aquela baboseira toda: “POR FAVOR… não sei o que lá objetos metálicos…” O segurança manda o indivíduo pôr o celular e chaves no guarda-volumes. O sujeito passa de novo. Mais um apito…

Na Vara de Infância, ouve-se alguém falando seriamente ao telefone: “o tomate, tá bom o preço, o feijão, a laranja também!”. Chega o vendedor de pão. Vende um para a estagiária que mora sozinha. Oferece à outra estagiária que está super concentrada no seu computador, jogando campo minado enquanto espera o Projudi voltar ao ar. Ela agradece e diz que não quer.

_ Não quer agora, mas à tarde vai dar fome…

_ Ah, hahaha, muito obrigada, mas não vou querer hoje.

_ Não quer hoje? Amanhã eu volto!

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Advogado – pode esperar!!

lawyer-28838_1280Acordou mal do estômago…

Hoje não! Não me venha com essa que hoje não dá. Tenho cinco audiências e duas reuniões de conciliação no escritório. Como um advogado doente pode ser útil?

No caminho do Fórum sentiu um enjoo forte, só deu tempo de virar a cabeça para não sujar o volante. Esse tempo que deu também foi suficiente para se desconcentrar e “paft!”, bateu.

Infortúnio, hoje não! O que é esse troço aqui pra fora do meu braço? Um osso… ah, não tem problema, pode esperar!

_ Respire fundo, fique tranquilo. Vamos te levar para o hospital. Continuar lendo

Sem jeito :/

Sem jeito

Todas as pessoas normais já passaram ou passarão por uma situação constrangedora na vida. Todas, inclusive eu.

A coisa era drástica. Chegou a dar sede. Agarrei com toda a delicadeza possível para o momento o copo descartável de água que estava sobre a mesa. Infortunadamente, não percebi que não havia água alguma, estava totalmente vazio. Entretanto, o ato já se havia consumado, estava numa etapa em que não se podia mais voltar atrás ou seria considerada “perturbada” – desse tipo de gente ansiosa, que começa a fazer algo desnecessário por impulso, depois desiste e fica com cara de abestado. Assim, para não parecer mais perturbada do que já estava, fingi que tinha alguma coisa ali. Não foi uma boa ideia.

Comecei metendo a boca no copo e erguendo a cabeça “com vontade” para que sumisse logo o que tinha que ter no bendito copo. Depois, dei umas lambidas na beirada do recipiente – a intenção era simular que estava bebendo o resto, contudo, pareceu mais que eu estava tentando seduzir alguém. Isso eu consegui, mas não vem ao caso. Finalmente, fui sugando o copo, como se tivesse uma gotinha que eu não queria deixar para trás. Suguei demais. Continuar lendo